Header Ad

Categories

Most Popular

Plano de investimentos cresce 24% e atinge US$ 50 bilhões

Dados do IBRAM mostram evolução de 24% sobre a estimativa anterior de investimentos, atingindo a casa dos US$ 50 bilhões, incluindo US$ 6,5 bilhões voltados a projetos socioambientais e US$ 4,4 bilhões destinados à logística.

A previsão baseia-se no anúncio pelas empresas de mais de 100 projetos, beneficiando cerca de 85 municípios brasileiros.

Segmentando por minerais, os essenciais à transição energética são o grande foco. Em primeiro lugar situa-se o minério de ferro: US$ 17 bilhões, ou 24% a mais em investimentos do que no período anterior (2022-2027). Já o cobre receberá US$ 4,5 bilhões (255% a mais); o níquel, US$ 2,3 bilhões (60% a mais); o ouro terá decréscimo de 2%, ficando com US$ 2,8 bilhões, da mesma forma que a bauxita, que reduzirá em 11% os investimentos, ficando com US$ 5 bilhões. Minérios de fertilizantes receberão US$ 5,2 bilhões (-9%); cabendo ao zinco a principal redução: 53%, que receberá US$ 113 milhões.

A maior parte dos investimentos, como mostrado no gráfico abaixo, está projetada aos estados Pará, Minas Gerais e Bahia (somados, totalizam 82%): PA = US$ 13,9 bilhões – 32,1%; MG = US$ 11,44 bilhões – 26,3%; BA = US$ 10,24 bilhões – 23,6%; AM = US$ 2,5 bilhões – 5,8%; SE = US$ 1,0 bilhões – 2,4%; GO = US$ 993 milhões – 2,3%; ES = US$ 935 milhões – 2,2%; Outros = US$ 2,36 bilhões – 5,4%.

Na análise do IBRAM, alguns detalhes são relevantes e afetam diretamente os prognósticos de investimentos. Essas observações envolvem basicamente os seguintes minerais: bauxita, cobre, ferro, lítio, níquel, terras raras, titânio, vanádio e zinco.

Dos cerca de US$ 5 bilhões previstos para a bauxita, vários projetos programados têm sido adiados. No caso do cobre, que ocupa a quinta posição no rol de investimentos previstos e se constitui um dos mais demandados na atualidade – situação que deve se manter no futuro – há seis projetos previstos, três em campos inexplorados (greenfield) e três em produções em andamento (brownfield).

O ferro, além de ser a substância com maior previsão de investimentos (US$ 16,9 bi, 34% do total), também se destaca com 24 projetos. Por sua vez, o lítio, que deve perceber cerca de US$ 430 milhões, em resposta à entrada em operação da empresa Sigma Lithium, no Vale do Jequitinhonha (MG), situa-se como quinto produtor mundial.

Listado entre os principais minerais para transição energética, o níquel vem tendo alguns projetos retomados, o que o posiciona em oitava posição com relação à programação de investimento. Quanto a terras raras, apesar de a mídia mencionar quatro projetos com perspectiva de US$ 150 milhões, apenas a Mineração Serra Verde tem dados mais detalhados e está em andamento.

Há dois projetos mapeados, totalizando US$ 150 milhões, para titânio, e cerca de US$ 50 milhões em investimentos, apenas para expansão de capacidade de produção de vanádio. Somam-se três iniciativas de pesquisa mineral e expansões para a operação de zinco, em Aripuanã (MT), recentemente iniciada, totalizando cerca de US$ 110 milhões.