O setor de mineração está entre os maiores consumidores no mercado livre de energia, com maior concentração de empresas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Esse cenário é apresentado pelo levantamento da plataforma ePowerBay, com base em informações da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que aponta o peso da energia como insumo estratégico na busca por maior competitividade em setores de alta intensidade energética.
O estudo destaca as cadeias de mineração, metalurgia e petroquímica como as que mais contam com empresas no Ambiente de Contratação Livre (ACL). Um exemplo de como a migração para o mercado livre de energia tem se tornado um movimento natural no setor de mineração é a Xilolite, mineradora que atende todos os segmentos do mercado de talco e magnesita.
Sediada na cidade de Brumado, na Bahia, a companhia decidiu fazer sua migração em janeiro de 2024 e, desde então, contabiliza resultados expressivos, tendo reduzido em cerca de 25% os custos mensais com energia, além de eliminar a dependência dos geradores a diesel — três a quatro vezes mais caros que a energia adquirida no novo modelo.
A mudança trouxe também ganhos operacionais, pois a Xilolite passou a utilizar o horário de ponta que no mercado cativo regulado possui um alto custo e devido aos descontos da energia limpa viabilizou as atividades nesse horário. “A energia é um dos maiores insumos da nossa atividade. Essa transição foi essencial para ampliar a competitividade da companhia”, destacou William Porto, gerente-geral da Xilolite.
Os benefícios, no entanto, não ficaram restritos à economia. A diretora da unidade Brumado, Renata Camargo, ressalta que a iniciativa está alinhada às metas de sustentabilidade da mineradora. Ela conta que a companhia reduziu significativamente as emissões no uso de geradores a diesel e que foi criado um departamento de sustentabilidade, com a empresa já se preparando para passar por uma auditoria de diagnóstico ESG.
“Em 2024, apenas com a redução do uso do gerador após ingresso no mercado livre de energia, emitimos 90% a menos de CO2, quando comparamos com os números de 2023. O uso de energia renovável está totalmente conectado ao nosso propósito de impacto positivo. Queremos ser referência e inspirar outras indústrias do setor a fazer a transição energética”, afirmou Renata Camargo.
O diretor de Varejo e Marketing da Serena, Cícero Lima, destaca que, ao alinhar economia, eficiência e responsabilidade socioambiental, as empresas que estão no mercado livre de energia, como a Xilolite, podem liderar o processo de transição energética no país, equilibrando competitividade com compromissos sustentáveis.
“A migração para o ambiente livre permite não apenas previsibilidade orçamentária, mas também acesso a fontes renováveis e contratos customizados. Essa modalidade possibilita que os aumentos tarifários do mercado cativo não impactem a competitividade das empresas. Na Serena, contamos com uma plataforma 100% digital, que nos ajuda a entender o perfil de consumo de energia de cada uma dessas empresas, permitindo apresentar possibilidades de economia que podem chegar a até 35%.”





